Melhoramento genético de Coffea arabica L.: transferência de genes de resistência a Hemileia vastatrix do Híbrido de Timor para a cultivar Villa Sarchí de Coffea arabica

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Instituto Agronômico

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Progênies F2 das plantas 1, 3 e 4 do híbrido CIFC H 361 (CIFC 971/10 Villa Sarchí x CIFC 832/2 Híbrido de Timor) e populações de progênies F3 , F4 e F5 dessas plantas, em experimentos de campo no IAC (C), IAPAR, IHCAFE (IHC), INMECAFE (IMC), UCM (CATIE - T), UCV e UFV foram submetidas à inoculação, nas estufas do CIFC, com as culturas-tipo de 30 raças fisiológicas de Hemileia vastatrix da sua coleção. A análise para a resistência vertical à ferrugem das populações permitiu caracterizar cafeeiros dos grupos fisiológicos A, 1, 2, 3, R ou 4 e E ou β em diferentes porcentagens e com predomínio dos primeiros, portadores de resistência avaliada através de reações de hipersensibilidade (R), moderada resistência (MR), moderada suscetibilidade (MS) e de suscetibilidade (S) às diferentes raças de H. vastatrix. As populações obtidas do híbrido CIFC H 361 receberam a denominação Sarchimor por analogia com Catimor devido às derivadas do híbrido CIFC 19/1 Caturra Vermelho x CIFC 832/1 Híbrido de Timor (CIFC HW 26). Em Porto Rico, a população Sarchimor é denominada Limani. Merecem especial referência algumas populações em experimentos de campo derivadas de IAC 1668 (CIFC H 361/1), IAC 1669 (CIFC H 361/4) do Instituto Agronômico (IAC), IAPAR 74010 (CIFC H 361/1) e IAPAR 75163 (derivada de IAC 1669) do Instituto Agronômico do Paraná, de comportamento agronômico promissor semelhante ao das cultivares de Coffea arabica Catuaí Vermelho e Catuaí Amarelo usadas como testemunhas de suscetibilidade. Essas populações deram origem, no Brasil, às seguintes cultivares de porte baixo e resistentes à ferrugem: Obatã IAC 1669-20, Obatã Amarelo IAC 4739, Tupi IAC 1669-33, Tupi Amarelo IAC 5162, Tupi RN IAC 1669-13, IAC 4361 e IAC 5215 do IAC; IAPAR 59, IPR 97, IPR 98, IPR 99, IPR 104, IPR 107, IPR 108 do IAPAR e Acauã da Fundação Procafé- MAPA. Em populações F3 e F4 derivadas de UFV 349 (CIFC H 361/1), UFV 350 (CIFC H 361/4) e UFV 351 (CIFC H 361/3) do programa UFV/EPAMIG e de T5296 (CIFC H361/4) do PROMECAFE/CATIE há também progênies promissoras em avançada fase de seleção agronômica. De T 5296, originaram-se as cultivares Parainema do IHCAFÉ, em Honduras e Cuscatleco em El Salvador. Híbridos F1 entre cafeeiros T 5296 derivados de CIFC H 361/4 e cafeeiros de progênies da Etiópia obtidos no ICAFE (Costa Rica), e híbridos F1 entre as cultivares Tupi IAC 1669- 33 e Icatu Vermelho IAC 4045 e ou IAC 4043 e Obatã IAC 1669-20 e Icatu Vermelho IAC 4045 e ou IAC 4043, obtidos no IAC (Brasil), de elevada produção e vigor superiores ao genitor mais produtivo e, portanto, de alta heterose, foram também identificados e podem constituir-se brevemente em novas cultivares propagadas vegetativamente por cultura de tecidos ou estaquia.

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BETTENCOURT, A. J.; FAZUOLI, L. C.. (2008). Melhoramento genético de Coffea arabica L.: transferência de genes de resistência a Hemileia vastatrix do Híbrido de Timor para a cultivar Villa Sarchí de Coffea arabica. Campinas/SP. Instituto Agronômico. 20p.

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