Biologia e manejo químico de corda-de-viola em cana-de-açúcar

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Instituto Agronômico

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Nesse documento objetiva-se descrever aspectos da biologia das espécies de corda-de-viola (Ipomoea spp. e Merremia spp.) e sua aplicabilidade ao controle químico na cultura da cana-de-açúcar.A eliminação da prévia queima à colheita da cana-de-açúcar, a introdução da colhedora como agente disseminador e a manutenção de uma camada permanente de palha sobre o solo, favoreceram o desenvolvimento de espécies dos gêneros Ipomoea e Merremia, popularmente conhecidas como corda-de-viola ou corriola. Além dos prejuízos relacionados à competição pelos fatores de crescimento, estas espécies envolvem-se nas plantas, afetando negativamente a eficiência da colhedora, além de reduzir a longevidade do canavial. As cordas-de-viola são plantas anuais e a época de ocorrência varia de acordo com a espécie e a região. A dormência das sementes é responsável por diferentes fluxos de emergência, especialmente ao longo do período de primavera e verão. Em elevadas infestações, recomenda-se até duas aplicações com herbicidas, sendo a primeira logo após a colheita ou plantio e a segunda aproximadamente 90 dias após, antes do fechamento do canavial. No período de estiagem, quando a emergência da espécie é baixa, o manejo químico poderá ser realizado no início das chuvas. No período seco do ano, deve-se optar por herbicidas de baixa volatilização e elevada solubilidade. A identificação correta da espécie, o conhecimento da sua biologia e a escolha adequada do herbicida assim como da época de aplicação, são fatores essenciais para o sucesso de controle dessa espécie.

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Palavras-chave

biologia, controle, corda-de-viola, herbicidas, Ipomoea, Merremia

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